Recordar é reviver!
Achei o blog, todo empoeiradinho, perdido na blogosfera. Calliantéia por outro lado já não existe há alguns anos.....eu devia ter feito backup de tudo....mas enfim, sobraram uns risquinhos aqui pra recordar de vez em quando. Outros tempos, outras redes, outra realidade....e as vezes, mesmos sonhos e frustrações! Como diz a música, o tempo passa e nem tudo fica/ a obra inteira de uma vida/ o que se move, e o que nunca vai se mover...
As reticências dizem muito da minha alma, mas não quero exagerar nelas. Que fiquem na medida certa.
O meu Ross continua não sendo meu, mas o amor completará 30 anos mês que vem. Há uma distância entre nós que precisa continuar sendo respeitada, mas já não há tristeza ou melancolia: só saudades mesmo! Outro dia perdi o sono e me perdi entre meus pensamentos....e me dei conta de que há 10 anos só nos vemos sem querer, nos esbarrando na rua. Triste isso. Mas ao menos tem o whatsapp, com mensagens esporádicas e milimetricamente pensadas (dois terços delas sendo descartadas antes de digitadas, é claro). A distância é segura o suficiente para ele dizer o quanto me ama, sem medos ou consequências desastrosas. E ele diz muito! Muito mais do que já me disse a vida toda! Mas ainda assim ele continua não sendo meu. Jamais será. Jamais deixará de ser. Não me peça coerência, por favor!!!
"Não te provarei o que sinto. Sinto". Nunca vou esquecer o cartão com a menininha agachada, segurando flores, com a frase "Te amo mais do que consigo dizer".
Será muito mórbido confessar que as vezes penso em quem de nós dois vai morrer primeiro? Seria sim, mas eu penso. As vezes penso que serei eu (preferia mil vezes que fosse), mas as vezes penso que seria ele e me imagino quase morrendo junto de tanta tristeza. Eu não conseguiria disfarçar não. Dona Flor de Plástico que me desculpe.....mas é por isso que seria melhor eu ir primeiro! Por outro lado, se ele fosse primeiro, eu estaria livre finalmente.
Tenho estado deprimida e tenho escondido isso até dos mais próximos. Quem perceberia, se eu sorrio tanto, se brinco tanto, se tenho tamanho bom humor? É uma casquinha necessária. Em cima dela coloquei placas de "tá tudo bem" por toda a minha alma. Envelopei a pobrezinha todinha...mas as vezes parece que as placas de tudo bem vão se romper a qualquer momento e explodir: buuuuum! Daí não vai ter como disfarçar....mesmo.
Não gosto do que vejo no espelho e não movo uma palha sequer para mudar. Aí fica difícil né? Falta ânimo. Falta propósito. Falta motivo. Só isso.
Daqui um tempo eu volto. Podem ser dias, ou anos, mas eu sempre volto.