quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Tá bom, eu confesso.... não odeio totalmente o verão! Ainda tem uma ou outra coisa que se salva.
Eis o que me agrada nessa estação ingrata:
Tomar banho gelado, demorado (vários)
Chás gelados incríveis do meu filho (ele é bom nas misturas)
Sorvetes de todos sabores
Usar óculos de sol estilosos
Perder o apetite (hj esqueci de almoçar, é pra glorificar de pé, irmãos!)
Ver o pôr do sol
Passear no Roda SP (foto)
Barulho do ventilador pra dormir
Relacionamento sério com ar condicionado (te amo, seu lindo)
Água de coco bem gelada
Piscina
Fim do maldito horário de verão, devolvendo minha hora perdida
Cachoeira com água congelante
Pedra de gelo em tudo
Usar vestido
Roupa seca muito rápido no varal (momento dona de casa pira)
Nada de toalha de banho úmida
Chinelo pra todo lugar
Memes reclamando do calor pra irritar os amigos
E o melhor de tudo: quando o verão acaba! Melhor parte, sem dúvida!
Não exagera, tá, verão? Pega leve. Não demore. E que chova muito, mas muito mesmo!
Beijos de luz 😎😄

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Murphy me ama!
Depois da invenção do smartphone, o que a gente menos faz com o celular são ligações telefônicas, não é mesmo? Pois é. O meu as vezes passa dias sem receber uma mísera chamada. Não que eu esteja achando ruim....sou aficcionada em redes sociais tanto quanto qualquer um seja. O problema é quando alguém decide ligar....porque isso acontece impreterivelmente no meu horário de almoço, quando estou no trabalho, ou quando vou tomar banho, quando estou em casa. É batata, mais infalível do que aquela mensagem de bom dia no whatsapp que os amigos mandam. Juro!
Tenho uma hora de almoço no zoo, mas como acontece com a maioria das pessoas que almoçam no próprio local de trabalho, nunca usufruo desse total. Em quinze minutos almoço e já volto pras atividades, sem problemas. Se estou cansada, fecho a porta da minha sala no restante do horário e descanso ali mesmo. Mas no geral é só mesmo o tempo de esquentar, preparar ou pedir a comida, comer e pronto, já estou de volta. E não importa a que horas faço essa pausa, se mais cedo ou mais tarde: vai ser sempre nesses 15 minutos que o celular vai tocar. E como não levo o celular pra cozinha, ele fica lá, na minha sala, tocando e me irritando. Sim, porque eu fico longe dele, mas ele faz questão de berrar bem alto, implorando pra eu largar tudo e atender.....o chatão do pedaço! Atende, atende, ateeeeeende dona Carla!
Confesso que já fiz isso de sair correndo pra atender. Já larguei o prato porque a curiosidade foi maior do que a fome, ou porque estava esperando uma ligação. Mas não, nunca é a ligação que vc espera. Nunca. Mesmo. A ligação que interrompe seu almoço é de telemarketing pra lhe vender algo. Ou pior, aquelas que vc atende e a ligação cai, pois só queriam confirmar seu número como existente, pra vender pros telemarketings, para eles poderem lhe importunar na hora do almoço. Ou do banho! Sim, porque estes nomes devem ter colocado um chip no encanamento do banheiro que detectam quando o chuveiro é ligado....só pode ser isso. Não há outra explicação pro fato de que não importa o quanto tempo o celular está ao seu lado em casa, grudado feito um filho pequeno, ele só toca quando vc vai pro banho, ou na meia hora em que vc vai à padaria ou na vizinha filar um cafezinho da tarde. Celular é um bicho carente, e exigente! Ai de vc se esquecer ele em algum cômodo! Ele vai fazer malcriação e triiiiiiiimmmmmmmmm, aguente!
Confesso também que já liguei de volta pra números desconhecidos, perdidos ali na lista de chamadas recebidas não atendidas. Foi quando descobri que se vc não consegue completar a ligação, ou ela cai, é porque era mesmo do banco te oferecendo empréstimo, ou da sua operadora de celular pra te oferecer um pacote novo do qual vc realmente nem precisa. Foi quando eu resolvi aderir ao dane-se e não mais correr pra atender o celular. Pois se for importante, se for mesmo aquela ligação que vc espera, a pessoa liga de novo, ou fica ali registrado, pra vc ligar quando ver.
Então amiguinhos, fica a dica do dia: evite ligar pra alguém entre 12 e 14 horas, a não ser que a casa da pessoa esteja pegando fogo e vc seja um bom samaritano (nesse caso vc deve ligar pro corpo de bombeiros antes). Ou deixe seu recado após o bip. Biiiiiiip 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

De 27 de fevereiro de 2017

Alerta de textão: crônica das aventuras da madruga!
Não importa o tipo de dor que vc tenha....de noite a situação sempre piora. Com minha gengiva inflamada não foi diferente, foi eu deitar e a bichinha resolveu dar o ar da graça....vou contar a desgraça!
Fui até a minha farmacinha (aquela que segundo os médicos a gente não devia ter em casa) e tive a brilhante idéia de usar água oxigenada.....encosto a cabeça no sofá e jogo a tampinha cheia no local. Parecia aqueles experimentos de vulcão em feira de ciências, sabe? Ferveu mais do que um sonrisal e só de imaginar as bactérias anaeróbicas morrendo, senti um alívio. Mas como sou besta, repeti o processo umas duas vezes (madrugada de sábado de carnaval gente, queremos emoção!). Bom, hora de cuspir o que sobrou...mas infelizmente a gente sempre ingere um pouco...foi quando a tortura começou!
Minha barriga começou a doer muito mais do que a gengiva, uma queimação insuportável....então depois da automedicação, fui pro segundo erro da noite: consultar o doutor Google. Claro que de cara saem aquelas perguntas do fórum do Yahoo que todo mundo faz, essa parte é boa, assim a gente não se sente idiota sozinho, vê que outros já fizeram cagadas como a sua. Alguns blogs, sites, portais depois, descobri que a água oxigenada estava mesmo me corroendo por dentro, mas parei de pesquisar quando li que em alguns casos pode levar à morte (!!!!!). Foi quando lembrei da professora de química da escola explicando que leite é uma substância anfótera, que pode agir como base ou ácido e neutralizar as paradas....pedi socorro pro filho, mesmo com medo da reação (não dele, do meu estômago). Que alívio...em partes né? Agora que a dor estava controlada, reparei no efeito colateral da ingestão. A infeliz da água oxigenada deve ter encontrado muito sangue pelo caminho, e foi reagindo, reagindo....e a barriga estufando feito um balão: era só o que me faltava! Gases, muitos gases. Arrotos, muitos arrotos. Era só apertar a barriga e parecia aqueles concursos de soletrar o alfabeto arrotando. Não sei como a sinfonia não acordou meus vizinhos....meu filho veio umas duas vezes ver o que estava acontecendo. Bom, ao menos não estavam saindo por baixo! Dor e fedor juntos, ninguém merece...
Muitos apertos depois eu já estava igual a uma coca cola choca, sem gás, sem ânimo, sem sono...mas um pouco aliviada. Foi quando a dor da gengiva voltou e eu entendi a pesquisa do google sobre morrer, era o que eu estava querendo naquele momento! Quem sabe eu esmagasse meu dedo na porta, a dor seria tanta, que eu esqueceria a gengiva? Quando pensei nisso, tive certeza que já estava delirando. Pra quem não pula carnaval, eu até sambei bastante. Agora é marcar dentista e parar de firula! Passa a régua e fecha a conta....rir ainda é o melhor remédio 
Essa foi em 25 de julho de 2015

Um descuido gerou uma crônica. Espero que gostem 
Definitivamente, fenômenos climáticos me inspiram, kkkk
Então a chuva começou a cair, e eu ainda estava na volta, a caminho de casa, justo no dia em que eu retirei a sombrinha da bolsa, logo pela manhã, por conta da falsa segurança causada pelo céu azul e dia de sol. E por ter sido uma escolha minha (mesmo que infeliz), eu não tinha muito do que reclamar. Podia no máximo, apertar o passo e pedir à Deus que segurasse um pouco as nuvens, até dar tempo de chegar em casa (coisa que ele me atendeu muitas vezes!). No entanto, nessa noite, eu estava fadada a tomarchuva, que ao invés de diminuir, só aumentou a cada passo.....foi quando simplesmente resolvi parar de resistir e aceitar que chegaria em casa completamente encharcada!
Fosse em outros tempos, a esta altura eu estaria com raiva, nervosa, brava, como era de meu feitio. Mas felizmente eu estava em paz, diante de algo que eu não tinha como mudar, a não ser que parasse e me abrigasse em algum local, algo que de fato não estava em meus planos. Então lá fui eu, a passos largos, enquanto as roupas começavam a pesar, as gotas escorriam pelo rosto e os sapatos começavam a fazer sons engraçados. Tentei lembrar quando foi a última vez que tomei chuva, dessas de ensopar dos pés á cabeça, mas não consegui. Tentei recordar quando foi que me diverti tomando chuva, também não lembrei, porque talvez isso só tenha acontecido lá na infância, numa mistura de alegria e de medo da bronca que tomaria, que só a molecada que brinca na rua entenderia.
A verdade é que, quando me certifiquei de que coisas importantes não estavam sendo molhadas (celular, documentos, papéis), pois isso sim, seria motivo de stress posteriormente, eu relaxei de uma maneira incrível e curti aquele momento! O cheiro bom da terra, o suor do rosto dissolvido, o frescor e o barulho da água caindo....tudo se sobressaia ao desconforto do encharcamento. Como se a chuva, por um momento, molhasse também a minha alma e levasse embora a tristeza, o cansaço, o peso da rotina, os anseios do meu coração. Confesso que apesar do momento único e do deleite experimentado, eu não via a hora de chegar em casa. Imaginar que tudo aquilo logo cessaria e que um banho quente e uma troca de roupa sequinha me aguardavam era algo tão bom quanto deixar a água da chuvafluir até o chão. Um sentimento de gratidão tomou conta de meu coração e fiz uma prece, ali na rua mesmo. Sempre que deixei de tomar chuva, agradeci a Deus por chegar antes do pé d’água em casa, agora não poderia ser diferente, pois tenho aprendido a gratidão acima das circuntâncias! E foi assim que, mesmo completamente molhada, descabelada e desajeitada, pingando feito goteira, eu cheguei tranquila e feliz em casa. A torcida agora? É que essa pequena aventura não me deixe gripada, pra não gerar nenhum tipo de arrependimento! 
Essa foi em 19 de maio de 2015

A epopéia da senhorinha
Sim, a senhorinha sou eu. Planejei cuidadosamente a volta pra casa, pois ainda to debilitada pela pneumonia. Saí mais cedo, peguei carona até o centro, onde tem mais opções de condução, coloquei meu casaquinho e....comecei a suar, pois sou calorenta. Mas não posso tirar o casaco, pra não pegar friagem (beeeem coisa de velha!), então resolvo desabotoar...justo o peito fica descoberto! Então decido abotoar só a parte de cima, protegendo o peito, fico parecendo o seu Barriga, do Chaves, melhor abotoar tudo e...voltar a transpirar! Dá a impressão que todo mundo te olha, mas vc não vai explicar pros estranhos que não pode tirar o casaco, sem parecer mais estranha ainda! Então arrisco tirar o casaco, parece não estar frio...mas está. Um vento surge do nada e o peito já dá uma pontada. Penso porque não existe um babador elétrico pra adultos, e penso de onde eu tiro estas ideias esdrúxulas a uma hora dessa. Mas a idéia do babador me dá outra idéia: e se eu jogar o casaco sobre o peito? Tento. Parece que eu derrubei molho na blusa e to tentando esconder...mas é melhor que suar e parecer maluca por estar de casaco. Faço, e funciona...por cinco minutos apenas, o tempo de bater um vento nas costas e o peito doer de novo. Saco. Volto ao começo e coloco o casaco sem abotoar, mas fechando com a mão mesmo, a parte de cima. Penso porque raios não fui ao médico na primeira semana de tosse, antes de piorar pra uma pneumonia! Lembro que máquina do tempo não existe e que portanto não há como mudar isso. Quando me acerto com o casaco, começa a chover! Eu sem guarda chuva, prestes a me desesperar (pois se não posso tomar friagem, que dirá chuva!), finalmente sou resgatada pelo ônibus....ufa! Agora é sentar, fechar a janela e...morrer de calor de novo. Será uma longa viagem. Só Deus!
Essa aconteceu em 20 de maio de 2016

E quando você pensa que já viu de tudo na porta do zôo.....aparece uma vaca. Não, não se trata daquela ex namorada do seu namorado que inferniza, nem daquela amiga que dá em cima do seu paquera....uma vaca mesmo, literalmente! Até aí é estranho, em plena cidade, mas tudo bem. O problema começou quando eu quis sair e ela veio na minha direção....recuei, voltei pro portão e esperei. Ela estava destruindo uma pequena palmeira e parecia bem brava, melhor nem arriscar. Foi quando um visitante aproveitou para entrar no carro e partir, já que a vaca estava no portão de serviço, me encarando (percebam o olhar dela na foto...). O surreal começou quando o carro acelerou e a vaca começou a correr atrás (complexo de cachorro??). Bom, foi a minha vez de aproveitar a deixa, e sair de fininho pela lateral. Jamais em minha vida eu ia imaginar que a vaca largaria a busca pelo carro e correria atrás de mim, mas foi exatamente o que aconteceu!!!! Pense num medo, num pavor, multiplique por 10, então imagine como eu me senti....saí correndo em direção ao pesque pague, e a vaca correndo atrás de mim! Comecei a gritar, ela estava me alcançando, entrei no pesqueiro e....a vaca entrou também! Foi quando os funcionários do pesque pague me socorreram e enxotaram a vaca com cabos de vassoura. Agora imagina a cena: vc pescando tranquilamente, e de repente entra uma mulher gritando, com uma vaca correndo atrás....gente, eu nem sei como as pessoas não morreram de rir de mim (passado o susto, devem ter feito isso). Eu tremia!!!! Demorei um tanto pra me recompor, mas fui embora parecendo que estava num filme de terror, olhando assustada pros lados, até me certificar que não estava sendo seguida. Agora imagina eu chegar na minha consulta médica e dizer: olha, atrasei porque uma vaca não me deixou sair do trabalho....ainda bem que eu tinha a foto pra provar!
Agora pra me recuperar do choque vou passar uns tempos comendo só frango e peixe. Não quero saber de carne, muito menos de vaca louca.
 — sentindo-se assustada.

Celular modo avião

Sei que é feio prestar atenção na conversa alheia, mas a senhorinha no banco atrás do meu está aos berros no celular...então nem que eu quisesse, não tem como não ouvir.
Ponto alto da conversa: 
- Querida, a vovó não pode falar mais agora. Estou no avião, indo pra casa.
Eu ri. 
Será brincadeira delas? Talvez a netinha alguma vez chamou o busão de avião e isso virou a piada interna das duas. 
Será mentira?
Talvez a neta seja pequenina e a vó quis dar um toque de riqueza na prosa. Tem quem adore contar vantagem....
Será loucura?
Talvez a senhorinha realmente ache que está num avião, ue. Mas deve estar triste dele voar tão baixinho. E sem serviço de bordo. Que audácia.
Ou será que fui eu que entendi errado, e toda minha cronica de fim do dia a caminho de casa terá sido em vão?
Jamais saberei pois nunquinha que eu vou perguntar! E agora caro leitor, sinto lhe informar, mas vc também jamais vai saber. Vamos ter que conviver com esta dúvida cruel pra sempre. Me perdoe, foi mal. Busão/avião que segue..

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Me deixa.
Deixa eu pensar que o seu sorriso foi pra mim, mesmo que não seja. Deixa que a ilusão permeie a frieza dos meus dias como se fosse uma nesga de sol num dia de inverno. Só me deixa.
Deixe que eu cisme que vc se arrumou todo porque sabia que ia me ver. Mesmo que vc tenha trocado de roupa no piloto automático. Eu não ligo. Deixa, vai...
Eu prometo que não vou me machucar. Não vou sofrer porque vc não me quer. Eu só quero imaginar que queira. Que sonhe. Que ao lembrar de mim, sorria sem motivo. Que olha a minha foto.
Deixe que eu sonhe de olhos abertos, pois quando o corpo descansa eu não posso escolher por onde minha alma vaga. Deixe que eu suspire feito uma menina boba, apaixonada, ainda que eu não seja nem uma coisa e nem outra.
Eu só quero uma pausa na dureza da realidade. Eu não quero viver iludida, não se preocupe. Eu só quero dançar pensando que vc está me observando, pra eu dançar do jeito mais lindo que eu souber.
Deixa eu chamar sua atenção quando vc menos esperar. E quando vc sorrir pra mim....aaah...eu vou derreter como se eu fosse um sorvete esquecido no banco da praia! Eu vou contar os minutos para te ver. Nem que seja só on line. E cada linha que vc escrever eu vou achar que foi pra mim. Tudo vai ser indireta! E quando você me der atenção de verdade, vou ficar encabulada. Ficar imaginando que leu aqui e que sabe ler meus pensamentos. Pra disfarçar eu vou ficar falando sem parar e você vai achar que eu não bato muito bem da cabeça. Eu não ligo!
Me deixa. Só me deixa.
E se um dia você me quiser também, me procure. Você sabe onde me achar. E eu vou confessar que o tempo todo era tudo pra você.


Batatinha com amor
Eu estava exausta após algumas comprinhas de natal e em busca de algum lugar para sentar quando finamente cheguei a um boulevard ali no centro. Além da dor nos joelhos, eu estava esbaforida e cansada, num semblante certamente nada amigável, quando um rapaz cadeirante veio vender-me um pacote de batatas fritas e eu rapidamente declinei, meneando a cabeça. Ele não insistiu, agradeceu e seguiu seu caminho. 
Fiquei observando-o até perder de vista. Ele ganhou vários nãos, iguais ao meu, pelo trajeto, eu fiquei me perguntando porque não o ajudei, quando tive oportunidade.... Era quase noite, ele parecia estar tão cansado quanto eu. Como pude ficar indiferente? Me senti mal por isso! 
Foi quando os céus resolveram me dar uma segunda chance: ele voltou e entrou numa loja perto do banco onde eu estava sentada. Assim que ele saiu, o chamei, e ele veio com um sorriso imenso no rosto. Perguntei o preço, ele disse, ressaltando que se comprasse 2 sairia mais barato. Estava animado com a venda, dava pra perceber. Talvez tenha rodado horas sem sucesso, talvez o dia todo...mas estava ali, de mochila nas costas e mãos calejadas de tanto empurrar a cadeira de roda. Num mundo de poucas oportunidades aos que tem deficiência, com tamanha falta de acessibilidade e respeito, ver alguém suportar e superar todos os obstáculos para ganhar seu sustento é bastante louvável. 
Comprei dois pacotinhos, sem saber que o melhor estava por vir: ao me entregar, ele me abençoou grandemente, dizendo palavras sinceras e doces. Desejou que Deus me multiplicasse e não me deixasse jamais faltar os recursos, que estivesse sempre comigo. Senti na mesma hora um refrigério na minha alma! Foi lindo! Eu achando que estava abençoando ele, comprando seu produto, mas ele é que me abençoou, ao vender suas batatinhas repletas de amor.
Não estou relatando isso para parecer boazinha, ou me exibir, mas porque eu QUASE perdi a chance de ajudar aquele homem pois estava imersa em minhas dores e cansaços...de nada adianta ser cristão só na teoria, saber o bem que podemos fazer e o deixar de praticar quando a oportunidade surge à nossa frente. Se aquele rapaz não tivesse voltado, só me restaria o remorso. Que bom que sempre é tempo de aprender o verdadeiro natal, que vai muito além das sacolas de compras que eu carregava!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Recordar é reviver!

Achei o blog, todo empoeiradinho, perdido na blogosfera. Calliantéia por outro lado já não existe há alguns anos.....eu devia ter feito backup de tudo....mas enfim, sobraram uns risquinhos aqui pra recordar de vez em quando. Outros tempos, outras redes, outra realidade....e as vezes, mesmos sonhos e frustrações! Como diz a música, o tempo passa e nem tudo fica/ a obra inteira de uma vida/ o que se move, e o que nunca vai se mover...

As reticências dizem muito da minha alma, mas não quero exagerar nelas. Que fiquem na medida certa.

O meu Ross continua não sendo meu, mas o amor completará 30 anos mês que vem. Há uma distância entre nós que precisa continuar sendo respeitada, mas já não há tristeza ou melancolia: só saudades mesmo! Outro dia perdi o sono e me perdi entre meus pensamentos....e me dei conta de que há 10 anos só nos vemos sem querer, nos esbarrando na rua. Triste isso. Mas ao menos tem o whatsapp, com mensagens esporádicas e milimetricamente pensadas (dois terços delas sendo descartadas antes de digitadas, é claro). A distância é segura o suficiente para ele dizer o quanto me ama, sem medos ou consequências desastrosas. E ele diz muito! Muito mais do que já me disse a vida toda! Mas ainda assim ele continua não sendo meu. Jamais será. Jamais deixará de ser. Não me peça coerência, por favor!!!

"Não te provarei o que sinto. Sinto". Nunca vou esquecer o cartão com a menininha agachada, segurando flores, com a frase "Te amo mais do que consigo dizer".

Será muito mórbido confessar que as vezes penso em quem de nós dois vai morrer primeiro? Seria sim, mas eu penso. As vezes penso que serei eu (preferia mil vezes que fosse), mas as vezes penso que seria ele e me imagino quase morrendo junto de tanta tristeza. Eu não conseguiria disfarçar não. Dona Flor de Plástico que me desculpe.....mas é por isso que seria melhor eu ir primeiro! Por outro lado, se ele fosse primeiro, eu estaria livre finalmente.

Tenho estado deprimida e tenho escondido isso até dos mais próximos. Quem perceberia, se eu sorrio tanto, se brinco tanto, se tenho tamanho bom humor? É uma casquinha necessária. Em cima dela coloquei placas de "tá tudo bem" por toda a minha alma. Envelopei a pobrezinha todinha...mas as vezes parece que as placas de tudo bem vão se romper a qualquer momento e explodir: buuuuum! Daí não vai ter como disfarçar....mesmo.

Não gosto do que vejo no espelho e não movo uma palha sequer para mudar. Aí fica difícil né? Falta ânimo. Falta propósito. Falta motivo. Só isso.

Daqui um tempo eu volto. Podem ser dias, ou anos, mas eu sempre volto.