E não é que completei 10 anos por aqui?? Uau! Uma longevidade que nem esperava ter!
Criado quando percebi que não teria mais acesso à Calliantéia, este blog virou só uma caixinha de lembranças que eu não queria perder. Cheguei até mesmo a assinar a Globo.com pra recuperar o outro, mas foi em vão.
Pobre blog de segunda opção! Que ingratidão a minha! Então fiz uma postagem no Face sobre vc, pra ver se quem sabe alguém te visita, te nota, te dá um oizinho.....vc me perdoa? Meu Blogspotzinho querido, que guarda as minhas crônicas :) :)
E pra mostrar que me importo com vc, escrevi essa crônica abaixo só aqui, viu?
Beijos da sua dona desalmada (que agora virou figurinha no whatsapp)
O que vejo no espelho, além de uma ruguinha aqui, outra ali? Além da raiz branca no cabelo, ou da manchinha no dente, dos cachos definidos e do resultado do jejum e dieta aparecerem?
Vejo o semblante de quem não desistiu de lutar, mesmo com tantas baqueadas nas batalhas. Vejo sorrisos, aos montes, de quem adora manter o bom humor sempre. Vejo um pouquinho de preocupação, de quem deveria ter um pouco mais de fé, mas que confia plenamente em Deus. Vejo a calma de quem aceitou o que a vida trouxe, mas que ainda se inquieta com as mudanças inevitáveis que o destino traz. Vejo a tristeza de ter que aceitar as mudanças que são impostas por mero capricho de terceiros, mas vejo a esperança de que no final o bem acabe vencendo. Vejo a felicidade de me dar conta de que estou cercada de pessoas parecidas comigo, pois os semelhantes se atraem, e não estar só no que penso, acredito e luto é reconfortante. Vejo que o tempo foi generoso comigo e que amadureci o tanto quanto gostaria, e que já não fico sofrendo pelo que deveria ter sido e nunca foi. Vejo um jeito de menina moleca, que nenhuma adulta deveria perder, pois libertar esse lado de vez em quando ajuda a carregar os fardos do dia a dia. Vejo alguém que não precisa ficar provando nada e nem se reafirmando perante ninguém, mas que como todo mundo, bate uma insegurançazinha de vez em quando. Vejo que conquistei na exata medida de que me esforcei e se parecer que em algumas coisas o resultado foi pouco, ao menos tenho certeza de que ainda dá tempo de mudar e isso é maravilhoso! Vejo que até os meus medos mudaram ao longo da vida, então porque não as minhas certezas e sonhos? Vejo que algumas coisas das quais eu havia desistido na verdade não pereceram, apenas adormeceram em mim. Vejo que ainda preciso gastar tempo, energia e disposição em coisas que eu demandam mudanças no que sou, mas que isso não chega a ser um problema e nem me angustia. Vejo que as pessoas ainda não acertam a minha idade quando rebato a pergunta de quantos anos eu tenho e isso continua me deixando muito alegre! Vejo que ainda a esta altura da vida eu tenho descoberto novos sabores que nunca tinha provado e me permitir isso é fabuloso. Vejo que estou fazendo as pazes comigo mesma, quando eu achava que já tinha desistido de mim. Vejo que demonstrar o que sinto, o quanto gosto e me importo continua sendo um ótimo caminho de gratidão. Vejo que mudei coisas que eu achei que jamais mudaria em minha vida e que são sinais de que estou mesmo envelhecendo (como acordar super tarde ou ser mais organizada em casa, hahahahaha). Vejo que muitas vezes me tornei aquilo que eu mais detestava nos outros e me divirto com isso. Vejo que ensinar, incentivar e apoiar serão sempre diretrizes que terei em meus relacionamentos e me orgulho delas! Vejo que sou mais querida e mais admirada do que jamais sonhei ser,e por pessoas que eu jamais sonhei ter em minha caminhada, por isso sou muito abençoada.
E depois de ver tantas coisas, vejo que aprendi a me amar do jeitinho que eu sou, mas com espaço suficiente pras mudanças que preciso ter e viver, nos anos de vida que ainda me restam. Meu olhar é de quem entendeu o passado, aceitou o presente e desvendou o futuro, nem que fosse apenas nos sonhos! E que ainda tem mais por ver, vir e viver, graças a Deus!
E vc, já se olhou no espelho da alma hoje? Experimente ;)
Minha Poliantéia
domingo, 8 de setembro de 2019
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
21/08/19
Michael, com certeza!
Passeando com a Priscila agora a noite, sempre que passo em frente a um dos prédios do trajeto lembro de um episódio ocorrido meses atrás.
Era uma sexta feira, quase 22 horas e chegando perto da portaria, avistei umas 6 a 8 meninas correndo em direção ao portão. Elas estavam tão eufóricas e barulhentas, que se eu gravasse apenas um áudio, vc acharia se tratar de um grupo de 50! Tinham entre 7 e 9 anos, aparentemente. Talvez eu nem tivesse reparado nelas, mesmo com a barulheira, não fosse um fato curioso: estavam todas de pijama, o que de cara já me arrancou um sorriso e uma pergunta: o que aquelas menininhas estavam fazendo??
Bom, para passarem por cima da vaidade e do orgulho e ficarem perto do portão naqueles trajes, a aquela hora, só havia uma explicação possível: era uma festa do pijama, houve um desafio e aquelas eram as perdedoras da rodada. Todas tinham celulares nas mãos e tiravam fotos umas das outras (naquele momento eu fiquei feliz em ser eu e não alguém mal intencionado a descobrir o grupo). Para que não ficassem ainda mais envergonhadas do meu flagra, procurei não encará-las. Eram tão lindas, espertas, tão cheias de vida!
Mas foi aí que ficou mais curioso ainda, pois a medida que eu ia me afastando, elas correram perto do portão e começaram a gritar pra mim: Moça! Moça! Umas diziam "Michael Jackson" e outras diziam "Rebelde", todas falando ao mesmo tempo, rindo e pulando, alvoroçadas. Daí eu ri mais ainda né? Elas gritavam cada vez mais alto e não demorou muito pra eu perceber que aquilo, estranhamente, era uma pergunta. Então antes do prédio sair do meu campo de visão, virei o pescoço e gritei de volta: Michael Jackson!
Não sei do que se tratava, se meu palpite sobre ser uma festa, um desafio maluco perdido....mas uma coisa eu sabia com certeza: Michael Jackson era melhor do que Rebelde! Elas responderam com aquele gritinho básico do Michael: "oooow!"
Então dando a volta no quarteirão, voltei a pensar sobre o que seria aquilo.....teriam elas que imitar o Michael? Teria uma resposta certa? Teria um outro grupo de menininhas gritantes esperando pra desfilar seus pijamas na portaria do prédio imitando o Moonwalk? Falei o certo? Era só uma enquete?
Seja como for, nunca saberei. Elas correram pro saguão do prédio e eu, pra casa.
Hoje fico pensando onde estava o adulto que devia ter supervisionado aquilo. Talvez estivesse na cozinha, preparando o lanche delas. O importante é que acabou tudo bem, pelo menos foi o que pareceu!
Lembrei da minha própria infância ou pré adolescência....das minhas amigas e de como era bom estar em grupo, mesmo que fosse pagando mico, feito elas. Aquele misto de medo, alegria, adrenalina, euforia e bagunça ainda ficam na minha mente quando passo por ali.
E que Michael Jackson vença sempre! Rusbé!
Era uma sexta feira, quase 22 horas e chegando perto da portaria, avistei umas 6 a 8 meninas correndo em direção ao portão. Elas estavam tão eufóricas e barulhentas, que se eu gravasse apenas um áudio, vc acharia se tratar de um grupo de 50! Tinham entre 7 e 9 anos, aparentemente. Talvez eu nem tivesse reparado nelas, mesmo com a barulheira, não fosse um fato curioso: estavam todas de pijama, o que de cara já me arrancou um sorriso e uma pergunta: o que aquelas menininhas estavam fazendo??
Bom, para passarem por cima da vaidade e do orgulho e ficarem perto do portão naqueles trajes, a aquela hora, só havia uma explicação possível: era uma festa do pijama, houve um desafio e aquelas eram as perdedoras da rodada. Todas tinham celulares nas mãos e tiravam fotos umas das outras (naquele momento eu fiquei feliz em ser eu e não alguém mal intencionado a descobrir o grupo). Para que não ficassem ainda mais envergonhadas do meu flagra, procurei não encará-las. Eram tão lindas, espertas, tão cheias de vida!
Mas foi aí que ficou mais curioso ainda, pois a medida que eu ia me afastando, elas correram perto do portão e começaram a gritar pra mim: Moça! Moça! Umas diziam "Michael Jackson" e outras diziam "Rebelde", todas falando ao mesmo tempo, rindo e pulando, alvoroçadas. Daí eu ri mais ainda né? Elas gritavam cada vez mais alto e não demorou muito pra eu perceber que aquilo, estranhamente, era uma pergunta. Então antes do prédio sair do meu campo de visão, virei o pescoço e gritei de volta: Michael Jackson!
Não sei do que se tratava, se meu palpite sobre ser uma festa, um desafio maluco perdido....mas uma coisa eu sabia com certeza: Michael Jackson era melhor do que Rebelde! Elas responderam com aquele gritinho básico do Michael: "oooow!"
Então dando a volta no quarteirão, voltei a pensar sobre o que seria aquilo.....teriam elas que imitar o Michael? Teria uma resposta certa? Teria um outro grupo de menininhas gritantes esperando pra desfilar seus pijamas na portaria do prédio imitando o Moonwalk? Falei o certo? Era só uma enquete?
Seja como for, nunca saberei. Elas correram pro saguão do prédio e eu, pra casa.
Hoje fico pensando onde estava o adulto que devia ter supervisionado aquilo. Talvez estivesse na cozinha, preparando o lanche delas. O importante é que acabou tudo bem, pelo menos foi o que pareceu!
Lembrei da minha própria infância ou pré adolescência....das minhas amigas e de como era bom estar em grupo, mesmo que fosse pagando mico, feito elas. Aquele misto de medo, alegria, adrenalina, euforia e bagunça ainda ficam na minha mente quando passo por ali.
E que Michael Jackson vença sempre! Rusbé!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Flores mortas
E de repente não havia mais nada além do pranto.
Acabou a música, o sono, a vontade e o riso.
E não sobrou alegria, nem sonho, nem calor.
Foi quando o vazio preencheu os espaços e o frio permeou os sentimentos.
E faltou cor e encanto.....
Foi quando meus pés ficaram sem chão e a minha alma se esvaziou até a última gota.
E não havia mais esperança, nem magia.
O gosto na boca ficou insosso e o abraço ficou frouxo, fraco, desnecessário.
E não deu mais vontade de nada, como se a estrada não mais existisse...
Tudo apagou ao mesmo tempo. E a desilusão sugou o que restava dos meus parcos sorrisos.
E apesar de já fazer tanto tempo, a falta por vezes me assalta e me congela a espinha dorsal.
Ficou o gosto residual amargo no fundo da garganta. Ficou a ausência jamais preenchida. Ficou a saudade, esmagando o peito.
E eu morri mil vezes, até perder tudo. E foram as lágrimas que carregaram a dor pra bem longe, até não ser mais alcançada.
Nunca mais vai ser desse jeito, não tem mais jeito!
Então por que ainda dói? Por que a ressaca? Por que o que não resta, não acaba?
Eu não sei.
Não entendo.
Não sinto.
Não quero.
Mas não estou anestesiada o suficiente, calejada o suficiente, conformada o suficiente.
E é por isso que a tristeza volta e faz morada. E espreme a alma. E entorta a sombra. E invade o espírito.
Então a gente fecha a porta, fecha os olhos, fecha os poros e os sentidos. Nada escapa, devidamente encapsulado no mais profundo do lado escuro da alma. Até a próxima lembrança abrir a porta, soltar a cortina e quebrar o vidro.
E é assim que a gente não vive, só sobrevive, arrasta, empurra lentamente. Até o próximo gole. Até a próxima dor. Então tchau.
Acabou a música, o sono, a vontade e o riso.
E não sobrou alegria, nem sonho, nem calor.
Foi quando o vazio preencheu os espaços e o frio permeou os sentimentos.
E faltou cor e encanto.....
Foi quando meus pés ficaram sem chão e a minha alma se esvaziou até a última gota.
E não havia mais esperança, nem magia.
O gosto na boca ficou insosso e o abraço ficou frouxo, fraco, desnecessário.
E não deu mais vontade de nada, como se a estrada não mais existisse...
Tudo apagou ao mesmo tempo. E a desilusão sugou o que restava dos meus parcos sorrisos.
E apesar de já fazer tanto tempo, a falta por vezes me assalta e me congela a espinha dorsal.
Ficou o gosto residual amargo no fundo da garganta. Ficou a ausência jamais preenchida. Ficou a saudade, esmagando o peito.
E eu morri mil vezes, até perder tudo. E foram as lágrimas que carregaram a dor pra bem longe, até não ser mais alcançada.
Nunca mais vai ser desse jeito, não tem mais jeito!
Então por que ainda dói? Por que a ressaca? Por que o que não resta, não acaba?
Eu não sei.
Não entendo.
Não sinto.
Não quero.
Mas não estou anestesiada o suficiente, calejada o suficiente, conformada o suficiente.
E é por isso que a tristeza volta e faz morada. E espreme a alma. E entorta a sombra. E invade o espírito.
Então a gente fecha a porta, fecha os olhos, fecha os poros e os sentidos. Nada escapa, devidamente encapsulado no mais profundo do lado escuro da alma. Até a próxima lembrança abrir a porta, soltar a cortina e quebrar o vidro.
E é assim que a gente não vive, só sobrevive, arrasta, empurra lentamente. Até o próximo gole. Até a próxima dor. Então tchau.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Estava passeando com minha cachorra hoje a noite quando cruzei com um grupo de jovens bem típico: rindo, brincando, mexendo uns com os outros. Teriam passado despercebidos por mim, não fosse um dos rapazes perguntar em voz alta aos demais: o que significa dormir e acordar pensando numa pessoa?
Eu ri alto!
Não é possível tamanha ingenuidade num marmanjo daqueles....ou seria????
Fiquei o resto do trajeto pensando: foi uma pergunta retórica? Ou será que ele estava dando indireta pra alguma menina do grupo? Ah, que pena eu estar indo na direção contrária...eu queria ver o que os outros responderam! Ou ia dar uma de tia sem noção, meter na conversa e dizer: isso é paixão!!! Kkkkkk
Talvez fosse a primeira vez que o rapaz sentia isso, daí a estranheza. Ou talvez só estivesse preocupado com tamanha fixação no objeto de sua paixão.
Confesso que deu um pouquinho de saudade dos tempos de turma, andando pela cidade. Ou deu saudade desse pensar em alguém dia e noite. Ou um pouco de cada...foi por isso que eu sorri.
E sorrindo, virei a esquina, perdendo o grupo de vista. Se ele conseguiu descobrir o que significa, nunca vou saber. Mas sei que uma verdade não muda: entra geração, sai geração, e ela está lá, permeando nossos sonhos e desejos...a paixão. Seja tranquila, escondida, avassaladora ou assustadora, a paixonite aguda sempre nos pega de jeito, mais cedo ou mais tarde.
Sem ela nossa vida seria um tanto sem graça e nossa história, insossa. Dando dor de cabeça ou se solidificando como amor, a paixão é aquilo que traz cor e calor pros nossos dias. E só temos uma certeza em relação a ela: uma hora fatalmente acaba. Assim como o passeio com a Priscila acabou e voltei pra casa.
Eu ri alto!
Não é possível tamanha ingenuidade num marmanjo daqueles....ou seria????
Fiquei o resto do trajeto pensando: foi uma pergunta retórica? Ou será que ele estava dando indireta pra alguma menina do grupo? Ah, que pena eu estar indo na direção contrária...eu queria ver o que os outros responderam! Ou ia dar uma de tia sem noção, meter na conversa e dizer: isso é paixão!!! Kkkkkk
Talvez fosse a primeira vez que o rapaz sentia isso, daí a estranheza. Ou talvez só estivesse preocupado com tamanha fixação no objeto de sua paixão.
Confesso que deu um pouquinho de saudade dos tempos de turma, andando pela cidade. Ou deu saudade desse pensar em alguém dia e noite. Ou um pouco de cada...foi por isso que eu sorri.
E sorrindo, virei a esquina, perdendo o grupo de vista. Se ele conseguiu descobrir o que significa, nunca vou saber. Mas sei que uma verdade não muda: entra geração, sai geração, e ela está lá, permeando nossos sonhos e desejos...a paixão. Seja tranquila, escondida, avassaladora ou assustadora, a paixonite aguda sempre nos pega de jeito, mais cedo ou mais tarde.
Sem ela nossa vida seria um tanto sem graça e nossa história, insossa. Dando dor de cabeça ou se solidificando como amor, a paixão é aquilo que traz cor e calor pros nossos dias. E só temos uma certeza em relação a ela: uma hora fatalmente acaba. Assim como o passeio com a Priscila acabou e voltei pra casa.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Final de tarde pede café, que combina com tapioca. E foi assim que terminou o dia comprido, de quem acabou de sair do horário de verão.
Uma xícara fumegante de café foi feita pra ser saboreada devagarinho, curtindo o sabor e pensando na vida...maneira boa pra terminar o dia de folga!
Entre um gole e uma garfada, fiquei pensando nos primeiros 15 dias morando sozinha, algo que não acontecia desde os tempos de faculdade. E não é que acho que estou me saindo bem? É preciso serenidade pra aceitar as coisas que não podemos mudar. Se estivesse aqui, Tiago ganharia uma crepioca e um chá pra me acompanhar....mas como não está, vou curtir o cair da tarde antes que o café esfrie.
Uma xícara fumegante de café foi feita pra ser saboreada devagarinho, curtindo o sabor e pensando na vida...maneira boa pra terminar o dia de folga!
Entre um gole e uma garfada, fiquei pensando nos primeiros 15 dias morando sozinha, algo que não acontecia desde os tempos de faculdade. E não é que acho que estou me saindo bem? É preciso serenidade pra aceitar as coisas que não podemos mudar. Se estivesse aqui, Tiago ganharia uma crepioca e um chá pra me acompanhar....mas como não está, vou curtir o cair da tarde antes que o café esfrie.
De 17 de janeiro de 2018
Então vc vai ao pronto socorro por conta de uma distensão muscular e diz pra médica qual medicamento está tomando....ela então lhe diz que não vai passar outro remédio porque este já serve, mas que vc não deve tomar por mais de 7 dias.....até aí tudo bem, se não fosse o medicamento que vc vem tomando há 6 meses!!! Daí vc não sabe se surta ou se leva em conta que a médica do PS é uma clínica geral e quem te prescreveu foi seu ortopedista....melhor marcar consulta né? Mas que vc sentiu medo, sentiu. Ah, sentiu.
Então vc resolve parar de tomar o bendito remédio até consultar novamente com seu médico. Passam-se 3 dias e parece que seus joelhos são feitos de bolacha cream cracker (ou será biscoito? Oh céus, as dúvidas não cessam!), doendo a ponto de vc andar toda desengonçada. Vc pensa: ou o remédio é bom mesmo, ou vc está tão viciada que já está entrando em abstinência...então vc volta pro remédio. Com culpa. Com medo do fígado ter desintegrado sem vc perceber. Lembrando da bula quilométrica que vc quase entrou em depressão quando leu. Vc sabe que vai demorar umas 2 doses pro remédio fazer realmente efeito, mas vc queria que fosse alívio imediato, pra parar de andar igual uma pata....uma pata choca. Gorda e torta.
Você liga pra marcar consulta e descobre que seu ortopedista viajou e que só tem vaga pro final de fevereiro. Bate aquela vontade de surtar de novo, mas vc lembra que o convênio não autorizou tratamento com psicólogo ou psiquiatra, então nem adianta sair do prumo de vez. Vc respira fundo e reza pro remédio funcionar de novo. Reza pra médica do PS estar errada. Reza pra recepcionista ter errado, ligar de novo pra vc e dizer que o doutor vai atendê-la hoje a tarde. Vc para de rezar e ri escandalosamente, pois isso nunca vai acontecer.....então vc para de rir e de rezar e fica preocupada de novo, pensa no fígado de novo, nos efeitos colaterais de novo e lembra que um deles é vontade de suicidar-se....então vc pensa que a médica do PS não deve estar tããão errada assim, não é mesmo?
Daí vc para de pensar, confabular, conjecturar, porque vc lembra que não quer surtar....vc só quer andar sem dor, sem parecer uma pata. Será pedir muito? É....melhor vc voltar a rezar.....
Então vc resolve parar de tomar o bendito remédio até consultar novamente com seu médico. Passam-se 3 dias e parece que seus joelhos são feitos de bolacha cream cracker (ou será biscoito? Oh céus, as dúvidas não cessam!), doendo a ponto de vc andar toda desengonçada. Vc pensa: ou o remédio é bom mesmo, ou vc está tão viciada que já está entrando em abstinência...então vc volta pro remédio. Com culpa. Com medo do fígado ter desintegrado sem vc perceber. Lembrando da bula quilométrica que vc quase entrou em depressão quando leu. Vc sabe que vai demorar umas 2 doses pro remédio fazer realmente efeito, mas vc queria que fosse alívio imediato, pra parar de andar igual uma pata....uma pata choca. Gorda e torta.
Você liga pra marcar consulta e descobre que seu ortopedista viajou e que só tem vaga pro final de fevereiro. Bate aquela vontade de surtar de novo, mas vc lembra que o convênio não autorizou tratamento com psicólogo ou psiquiatra, então nem adianta sair do prumo de vez. Vc respira fundo e reza pro remédio funcionar de novo. Reza pra médica do PS estar errada. Reza pra recepcionista ter errado, ligar de novo pra vc e dizer que o doutor vai atendê-la hoje a tarde. Vc para de rezar e ri escandalosamente, pois isso nunca vai acontecer.....então vc para de rir e de rezar e fica preocupada de novo, pensa no fígado de novo, nos efeitos colaterais de novo e lembra que um deles é vontade de suicidar-se....então vc pensa que a médica do PS não deve estar tããão errada assim, não é mesmo?
Daí vc para de pensar, confabular, conjecturar, porque vc lembra que não quer surtar....vc só quer andar sem dor, sem parecer uma pata. Será pedir muito? É....melhor vc voltar a rezar.....
sábado, 5 de janeiro de 2019
Vc já ficou feliz por algo simples?
Enfrentar o calor é difícil pra todos, mas pra quem é obeso mórbido, é bem pior. Tudo é um esforço hercúleo, com muito mais suor e cansaço. Chego do trabalho em casa parecendo que acabei de chegar da roça, que passei o dia carpinando mato alto...e ainda tem uma segunda jornada esperando: cozinhar, limpar, guardar compras, etc. Tudo o que eu mais queria ao final da rotina era um bom banho gelado demorado...
Foi quando começou o pesadelo: abro a torneira e ao invés de água sai aquele som de vento encanado...naaaaao! Casa sem reservatório, acabou água da rua, acabou tudo, inclusive a alegria de viver. Com muita dó no coração pego uma garrafinha de água na geladeira por lavar as mãos, usando o mínimo possível. Deu vontade de chorar, mas até lágrima a gente economiza numa hora dessas. Fiquei ali olhando pra pilha de louça suja desajeitada na pia, feito eu. Quase abracei o prato, companheiro na tragédia, mas vai que eu acabasse me sujando mais né? Melhor nem arriscar. Na cabeça vem uma música de sofrência: "enquanto cê não volta eu tô jogado às traças" ...ou algo desse tipo, que eu nem sei a letra direito. Algo sobre um risca faca. Eu acho. Mal acaba a água e já estou delirando! Oh oh oh...oh oh oh.....
Bom, o jeito é ajeitar o lanche do filho como desse...e fiquei ali, matutando o que fazer, me sentindo um beduíno no deserto (se bem que a eu fosse um beduíno saberia o que fazer, mas eu ainda estava meio perdida).
Foi quando resolvi abrir as outras torneiras da casa..vai que uma funciona né? Que nem quando vc abre a geladeira de novo pra ver que tem dentro, mesmo já tendo visto antes. Nadica de nada. Necas de pitibiribas (nessas horas até ditado velho a gente desenterra. Valha-me Deus).
Algum tempo depois de pensar no martírio de dormir sem banho, choramingando pra mim mesma, abro a torneira e pááá.....tem água! Antes que seja uma miragem, me despenco pra buscar roupa e toalha. Vou pro banheiro e não é mentira, tem água siiiim! Agradeço tanto a Deus que quase orei em línguas estranhas! Daí bate aquele desespero de pensar que a água vai acabar de novo a qualquer segundo e acelero.... até me dar conta que posso sossegar, pois a água continuou. Foi quando eu fiquei felize até cantarolei!
Por que a gente só dá valor quando perde? Gente, aquele foi um dos melhores banhos da minha vida! Eu sorri e agradeci o tempo todo. Parecia uma criança com brinquedo novo nas mãos! Algo tão simples e corriqueiro, mas que o vislumbre de não ter transformou numa riqueza, um tesouro.
Agora meus amigos, deixe-me ir dormir, fresquinha, perfumada e feliz, que amanhã é dia de batente novamente. Com muita água, eu espero! 💧💧💧💧💝💝💝💝
Enfrentar o calor é difícil pra todos, mas pra quem é obeso mórbido, é bem pior. Tudo é um esforço hercúleo, com muito mais suor e cansaço. Chego do trabalho em casa parecendo que acabei de chegar da roça, que passei o dia carpinando mato alto...e ainda tem uma segunda jornada esperando: cozinhar, limpar, guardar compras, etc. Tudo o que eu mais queria ao final da rotina era um bom banho gelado demorado...
Foi quando começou o pesadelo: abro a torneira e ao invés de água sai aquele som de vento encanado...naaaaao! Casa sem reservatório, acabou água da rua, acabou tudo, inclusive a alegria de viver. Com muita dó no coração pego uma garrafinha de água na geladeira por lavar as mãos, usando o mínimo possível. Deu vontade de chorar, mas até lágrima a gente economiza numa hora dessas. Fiquei ali olhando pra pilha de louça suja desajeitada na pia, feito eu. Quase abracei o prato, companheiro na tragédia, mas vai que eu acabasse me sujando mais né? Melhor nem arriscar. Na cabeça vem uma música de sofrência: "enquanto cê não volta eu tô jogado às traças" ...ou algo desse tipo, que eu nem sei a letra direito. Algo sobre um risca faca. Eu acho. Mal acaba a água e já estou delirando! Oh oh oh...oh oh oh.....
Bom, o jeito é ajeitar o lanche do filho como desse...e fiquei ali, matutando o que fazer, me sentindo um beduíno no deserto (se bem que a eu fosse um beduíno saberia o que fazer, mas eu ainda estava meio perdida).
Foi quando resolvi abrir as outras torneiras da casa..vai que uma funciona né? Que nem quando vc abre a geladeira de novo pra ver que tem dentro, mesmo já tendo visto antes. Nadica de nada. Necas de pitibiribas (nessas horas até ditado velho a gente desenterra. Valha-me Deus).
Algum tempo depois de pensar no martírio de dormir sem banho, choramingando pra mim mesma, abro a torneira e pááá.....tem água! Antes que seja uma miragem, me despenco pra buscar roupa e toalha. Vou pro banheiro e não é mentira, tem água siiiim! Agradeço tanto a Deus que quase orei em línguas estranhas! Daí bate aquele desespero de pensar que a água vai acabar de novo a qualquer segundo e acelero.... até me dar conta que posso sossegar, pois a água continuou. Foi quando eu fiquei felize até cantarolei!
Por que a gente só dá valor quando perde? Gente, aquele foi um dos melhores banhos da minha vida! Eu sorri e agradeci o tempo todo. Parecia uma criança com brinquedo novo nas mãos! Algo tão simples e corriqueiro, mas que o vislumbre de não ter transformou numa riqueza, um tesouro.
Agora meus amigos, deixe-me ir dormir, fresquinha, perfumada e feliz, que amanhã é dia de batente novamente. Com muita água, eu espero! 💧💧💧💧💝💝💝💝
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