Flores mortas
E de repente não havia mais nada além do pranto.
Acabou a música, o sono, a vontade e o riso.
E não sobrou alegria, nem sonho, nem calor.
Foi quando o vazio preencheu os espaços e o frio permeou os sentimentos.
E faltou cor e encanto.....
Foi quando meus pés ficaram sem chão e a minha alma se esvaziou até a última gota.
E não havia mais esperança, nem magia.
O gosto na boca ficou insosso e o abraço ficou frouxo, fraco, desnecessário.
E não deu mais vontade de nada, como se a estrada não mais existisse...
Tudo apagou ao mesmo tempo. E a desilusão sugou o que restava dos meus parcos sorrisos.
E apesar de já fazer tanto tempo, a falta por vezes me assalta e me congela a espinha dorsal.
Ficou o gosto residual amargo no fundo da garganta. Ficou a ausência jamais preenchida. Ficou a saudade, esmagando o peito.
E eu morri mil vezes, até perder tudo. E foram as lágrimas que carregaram a dor pra bem longe, até não ser mais alcançada.
Nunca mais vai ser desse jeito, não tem mais jeito!
Então por que ainda dói? Por que a ressaca? Por que o que não resta, não acaba?
Eu não sei.
Não entendo.
Não sinto.
Não quero.
Mas não estou anestesiada o suficiente, calejada o suficiente, conformada o suficiente.
E é por isso que a tristeza volta e faz morada. E espreme a alma. E entorta a sombra. E invade o espírito.
Então a gente fecha a porta, fecha os olhos, fecha os poros e os sentidos. Nada escapa, devidamente encapsulado no mais profundo do lado escuro da alma. Até a próxima lembrança abrir a porta, soltar a cortina e quebrar o vidro.
E é assim que a gente não vive, só sobrevive, arrasta, empurra lentamente. Até o próximo gole. Até a próxima dor. Então tchau.
Acabou a música, o sono, a vontade e o riso.
E não sobrou alegria, nem sonho, nem calor.
Foi quando o vazio preencheu os espaços e o frio permeou os sentimentos.
E faltou cor e encanto.....
Foi quando meus pés ficaram sem chão e a minha alma se esvaziou até a última gota.
E não havia mais esperança, nem magia.
O gosto na boca ficou insosso e o abraço ficou frouxo, fraco, desnecessário.
E não deu mais vontade de nada, como se a estrada não mais existisse...
Tudo apagou ao mesmo tempo. E a desilusão sugou o que restava dos meus parcos sorrisos.
E apesar de já fazer tanto tempo, a falta por vezes me assalta e me congela a espinha dorsal.
Ficou o gosto residual amargo no fundo da garganta. Ficou a ausência jamais preenchida. Ficou a saudade, esmagando o peito.
E eu morri mil vezes, até perder tudo. E foram as lágrimas que carregaram a dor pra bem longe, até não ser mais alcançada.
Nunca mais vai ser desse jeito, não tem mais jeito!
Então por que ainda dói? Por que a ressaca? Por que o que não resta, não acaba?
Eu não sei.
Não entendo.
Não sinto.
Não quero.
Mas não estou anestesiada o suficiente, calejada o suficiente, conformada o suficiente.
E é por isso que a tristeza volta e faz morada. E espreme a alma. E entorta a sombra. E invade o espírito.
Então a gente fecha a porta, fecha os olhos, fecha os poros e os sentidos. Nada escapa, devidamente encapsulado no mais profundo do lado escuro da alma. Até a próxima lembrança abrir a porta, soltar a cortina e quebrar o vidro.
E é assim que a gente não vive, só sobrevive, arrasta, empurra lentamente. Até o próximo gole. Até a próxima dor. Então tchau.
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